DESTAQUES DO OCIOSO

sábado, 23 de agosto de 2008

Return to Innocence

Love... Devotion
Feeling... Emotion

Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence.

If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny.

Don't care what people say
Just follow your own way
Don't give up and loose the chance
To return to innocence

That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence


Enigma

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ventania

No mármore adormecido
finquei estacas do sonho
e poli na pedra bruta
a bruta insensatez do amor.
Refiz a escultura.
Escrevi com sangue
o nome que era efêmero
na efemeridade do momento.
Passou o vento ventando ventania
sobre as estacas fincadas
profundamente.
Pó - nova fuligem de sonhos...
E outros mármores
escandalosamente adormecidos.



Giselda Medeiros

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Arte de Amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.


Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.


Porque os corpos se entendem, mas as almas não.



Manuel Bandeira

sábado, 31 de maio de 2008

Flor da Pele

Ando tão à flor da pele,
Que qualquer beijo de novela me faz chorar,
Ando tão à flor da pele,
Que teu olhar flor na janela me faz morrer,
Ando tão à flor da pele,
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser,
Ando tão à flor da pele,
Que a minha pele tem o fogo do juízo final.

Um barco sem porto,
Sem rumo,
Sem vela,
Cavalo sem sela,
Um bicho solto,
Um cão sem dono,
Um menino,
Um bandido,
Às vezes me preservo noutras suicido.

Oh sim eu estou tão cansado,
Mas não pra dizer,
Que não acredito mais em você
Eu não preciso de muito dinheiro graças a Deus
Mas vou tomar aquele velho navio,
Aquele velho navio..

Um barco sem porto,
Sem rumo,
Sem vela,
Cavalo sem sela,
Um bicho solto,
Um cão sem dono,
Um menino,
Um bandido,
Às vezes me preservo noutras suicido.


Zeca Baleiro e Marcelo Yucca

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sabe o que me dói?

Sabe o que me dói?

Ver a vida passando
As pessoas indo
E o mundo girando

Sabe o que me dói?

Perdi minha chance
Meu mundo é distante
Minha vida é sofrer

Sabe o que me dói?

Tetar... Tentei
Sem acertar. Errei!
Sem palavras

Sabe o que me dói?

Acabou.


Maurício Heloísio Jr.

Esperando Por Mim

Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero

Sou tão cínico às vezes
O tempo todo
Estou tentando me defender

Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição

Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai

Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões

Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz

É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos

E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim

E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim

E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim

E o que disserem
Agora meu filho espera por mim

Estamos vivendo
E o que disserem... Os nossos dias serão para sempre.


Renato Russo

O Livro dos dias

Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado

Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E teu desejo inverso é velho amigo
JÁ que o tenho sempre a meu lado

Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriagado pela fome

Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como benção

Não esconda tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado

Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia dos nossos amores


Renato Russo

Sandness

"Still visit thus my nights, for you reserved,

And mount my soaring soul thougts like yours."

(James Thomson)







XX

Meu anjo inspirador não tem nas faces
As tintas coralíneas da manhã,;
Nem tem nos lábios as canções vivaces

Da cabocla pagã!
Não lhe pesa na fronte deslumbrante
Coroa de esplendor e maravilhas,
Nem rouba ao nevoeiro flutuante

As nítidas mantilhas.
Meu anjo inspirador é frio e triste
Como o sol que enrubesce o céu polar!
Trai-lhe o semblante pálido — do antiste

O acerbo meditar!
Traz na cabeça estema de saudades,
Tem no lânguido olhar a morbideza;

Veste a clâmide eril das tempestades,
E chama-se — Tristeza!...


Narcisa Amália

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Aceitarás o amor como eu o encaro ?...

Aceitarás o amor como eu o encaro ?...
...Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.


Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.


Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.


Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.


Mário de Andrade

terça-feira, 13 de maio de 2008

Equilibrio Distante

Maria olhava pela janela do quarto,
Via a tarde que caia,
Gente que passava,
Gente que saia.

Maria eperava.
Olhava o céu nublado.
Carros por todos os lados.
Luzes, neon e trovões.

As horas passaram; voaram!
Era tarde e ainda chovia.
Mas seu coração já sorria.
Pois a chuva, um cheiro trazia.

Sim! Era Eduardo,
Em seu andar cansado.
Encharcado; tremia.
Feição dura, seca e fria.

Ah, Maria!
Abriu a porta com destreza.
Viu em Eduardo a tristeza
Mas, não se deixou desanimar.

Maria tinha tanta certeza
Que sua gravidez tão sonhada,
Traria alegria a Eduardo,
Seu amor assalariado.

Mal sabia Maria,
Que naquele bendito dia,
Eduardo, o seu amado,
Ficara desempregado.



Maurício Heloísio Jr.

domingo, 4 de maio de 2008

O Quarto Dia do Quinto Mês

Dia estranho, cheio de mistério.
Quanto tempo mais terei?
Gostaria de poder entender; poder me entender.
Olhei o dia cinzento pela janela,
Que me trasmitia paz.
As nuvens pareciam me proteger.
Chorei, pois olhei para trás.
Chorei, pois não vi o futuro.
Porém sorri, pois vi que muito tenho.
Tenho almas que me amam; almas que amo.
E isso está aqui:
Um presente no presente.
Mas, preciso orar e vigiar,
Pois o mundo é cego e mata.
Vi isso após visitar um hospital, ao acaso
E perceber...
Que o ego destrói a essência
E torna as almas tão pobres,
Que a única coisa que lhes resta,
É o dinheiro.



Maurício Heloísio Jr.
04/05/1976

terça-feira, 29 de abril de 2008

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.


Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.


Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 20 de abril de 2008

Canto do Povo de um Lugar

Todo dia o sol se levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia


Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde


Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite



Caetano Veloso

domingo, 13 de abril de 2008

Não Bata à Minha Porta

Um dia olhei pela janela
Percebi a sorte
No outro lado da rua
Sorrindo de mim.

Alguém vai ler
Alguém vai rir
Alguém vai odiar
Ninguém vai crer

(No que se passa em mim)

É muita dor
E mil tormentos
Um dia de calma
Em vários remédios

E daí?!
Quem se importa?
Cada qual com seus problemas
Não bata à minha porta.




Maurício Heloísio Jr.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Do Outro Lado do Lago

Sete horas da manhã.
Mais uma manhã?!
Ah! Manhã...
Amanhã!

Que diferença faz?
Não há paz.
Eu não existo.
Ninguém me vê...

Não quero enfrentar meu inferno.
Sou forte, penso; levanto.
Vou ao encontro da morte,
Será azar ou boa sorte?

O que quero de mim?
E o que querem de mim?
O que faço por você?
E o que fazem por mim?

Minha esperança fugiu
E levou minha vida.
Agora irradio tristeza,
Sangue, suor e dor.

Ainda tenho fé.
Como consigo isso?
Imagino um dia estar
Do outro lado do lago.


Maurício Heloísio Jr.

A Um Ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,

enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 12 de março de 2008

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

terça-feira, 4 de março de 2008

Até Quando?!

E desde aqueles anos, nada mudou:
A vida continua me levando.
Onde o mundo parece estar errado,
Porque a verdade ninguém me revelou!

Não quero responder com tuas palavras...
Peço só que eu seja breve como uma brisa.
Ou que isso passe feito um sonho ruim,
E que seja aceito por nossas almas.

A verdade que te digo, me assombra,
Como a morte que destrói uma esperança!
E aparenta como um homem e sua espada,
Que feriu na ponta seis crianças!

A maldade das pessoas, me comove,
O descaso com os outros me revolta,
Não consigo respirar aliviado,
A sede de justiça é o que me move.

A vida tem sete lados,
E as pessoas sete faces.
Não se deixe levar por aparências,
Pois, na tribo do seus amigos:
Será você... o devorado.

E desde aqueles anos nada mudou,
A vida continua me levando...
Até quando?!

Maurício Heloísio Jr.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Ana e os Seis

São seis crianças e seis desilusões.
São seis pessoas, andando nas calçadas.
e é só...


Seis calejados e um coração
Seis chateados... eterno... sem fim!


São seis amigos precisando de alguém
São seis pessoas que lutam contra mim
são seis...


(Te prendo muito, que sejas livre. te prendo muito, que sejas livre. meu amor... se foi!)


São seis mulheres e seis corações partidos
São seis homens como eu, precisando
De seis pessoas, como você...


e é só...



Valeu por ter sido, seis tentativas,
Doeu por ter tido, seis feridas
E é muito por agora se fazer
seis invernos sem você


E é só... e são seis.


Maurício Heloísio Jr.

Não passou

Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.


Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?


Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.


Carlos Drummond de Andrade

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O Casamento

Eu acho que você, ainda não percebeu,
Que o que passou está presente em mim.

Eu acho que você, não quer acreditar!
Eu acho que você, não quer enxergar o amor!

Espero que você, não se arrependa mais...

Espero que você, seja feliz então.
Espero que você, saiba onde ir.

E, quem sabe o amor,
Sorrirá pr’a mim...

Espero que você, não se arrependa mais.
Espero que você, esteja em paz.


Maurício Heloísio S. Jr.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

:::::: CURSO INTENSIVO DE MINEIREZ ::::::

Em virtude do grande número de pessoas que não conseguiram acompanhar o nosso linguajar, vamos dar início ao curso básico de MINEIRÊZZZ . Muito indicado para quem vai viajar para Minas, Goiânia ou Nova Iorque... Esse primeiro módulo, intitulado "MÓDULO I" (dããããã!!!) é básico e o "MÓDULO II" mais avançado... não tente passar para o segundo módulo sem ter gravado bem o primeiro... você corre o risco de não entender nadica de nada...



MÓDULO I: Mineirêzz Básico

* Se alguém implicar com você, diga: LARGA DEU!!
* Se quiser falar da capital de Minas, diga: BERZONT ou BELZONTCH
* Use o "i" no lugar de "e": VISTIDO, MININO, SIGUIDA
* Quando quiser uma confirmação, diga: É MEZZZZZZ?
* Se quiser mostrar algo, diga: ÓI QUI Ó
* Na lanchonete peça: CAFÉZIM CUM PÃ DI QUEJ
* Se não souber o nome de alguma coisa, diga: TREM (TREM serve para tudo, menos para meio de transporte...)
* Se gostar de algo, solte um sonoro: MÁ QUI BELEZZZZZZ!
* Para fazer café, primeiro pergunte: PÓ PÔ PÓ??
* Se o café ficou fraco, pergunte: PÓ PÔ MA POQUIM DI PÓ??
* E na certa ouvirá como resposta: PÓ PÔ, MA PÔ POCO PA MÓDE POPÁ Ó
* Se quiser saber onde está e para onde vai, diga: ON CÔ TÔ E PON CÔ VÔ??
* Se não estiver certo de comparecer, diga: CON FÓ FÔ O VÔ (Essa merece tradução: Conforme for, eu vou...)
* Se tiver algo para fazer antes de ir, diga: VÔ FAZÊ UM NIGUCIM, DISPOIZZZZ VÔ IN SIGUIDA...
* Se gostar de alguma coisa, diga: É BÃO DIMAIZZZ DA CONTA, SÔ!!
* Use sempre dois advérbios para deixar claro que você não sabe: NUMSEI, NÃAAO!!
* Use sempre como diminutivo "im". Quanto mais "m", menor é a coisa: LUGARZIM, BOLIMMM, PIQUININIMMMM, TIQUIMMM...
*No lugar de ponto final, use sempre: SÔ ou UAI...


%\%\%\%\%\%\%\%\%\%\%\%



MÓDULO II: Mineirêzz Avançado (Ixplicadimm por nóis mêzzzz!!!)


* CÊ- Minerímm falano c'ocê...
* QUÉDE- Ó mêz qui cadê... (teim té saitch na internetch!!!)
* PRESTENÇÃO - É quano um miner tá falano mais cê num tá ouvino...
* CADIQUÊ?!?- Assim, tentânu intendê o motivo...
* DEU - O mêz qui "de mim". Ex: Larga deu, sô!!
* SÔ - Fim de quarqué frase. Qué exêmpo, tamém?? Ex: Cuidadaí, sô!!!
* DÓ - O mêz qui "pêna", "cumpaixão". Ex: Ai qui dó, gentch..."
* DI VÉRA?!? - O mêz qui "di verdadi?!?"
* GARRÁDU - O mêz qui "junto".
* NIMIM - O mêz qui "em mim".
* NÓOOO!!! - Num tem nada a ver cum laço pertadu, não!!! É o mêz qui "nossa!!!"
* PELEJÂNU - O mêz qui tentânu. Ex: Tô pelejânu qü'esse diacho, né di hoje!!
* NÉ?! - Né é " num é", né, uai?!?
* TACÁ - O mêz qui "jogar". Ex: "Taquei tudo fora..."
* MINERÍMM - Nativo duistádiminnss...
* I - "E". Ex: Eu i ela...
* É MÊZZZ?!? - Minerím, querênu cunfirmá...
* OÍQUI - Minerím tentanu chamá tenção pralguma coizzz...
* TXÍÍ - O irmão do pai ô dá mãe... ( a espôzz do txíí é a txxííía)
* INTORNÁ - Quando num cabe na vasíía.
* PÃO DI QUÊJJ - Íss cêis sabe, né?!? Cumida fundamentá qui disputa c'ó tutu a preferênça na mezz minêr...
* TUTU - Mistura de farímm di mandioca cum fêjão massadímm. Bom dimais da conta, sô!!
* NNN - Gerúndio do mineirêzz. Ex: "Eles tão brincânnn", "Cê tá innn, eu tô vinnn"
* TRIANGO MINÊR - Região do estado.
* BERABA E BERLÂNDIA - Cidades famosas do Triângo Minêr.
* JIGIFORA - Cidade pertímm do Rio de Janeiro. Confunde a cabeça do minerímm, que num sabe se é carioca...
* PAXÔNEI - Quando tá rastânu um trem assim por alguém...
* ESTAÇÃO - Onde desembarca os minerím c'ás mala... cheia de quêjj!!
* ÓIÓ, TÓ - Olha aí, olha, toma...
* VARGE - Aquê legumi verdch, rico em fibras...
* MAGRELIM - Indivíduo de muito pouco pêzz.
* DEUSDE - Desde. Ex: Eu sou magrelím deusde rapazím"
* NIGUCIM - Qualqué coizz que um minerímm achá piquitimm...
* NÉMÊZZZ - Minerím buscanu concordância c'ás suas idéia...
* ISPÍÍA - Nome da popular revista Veja...
* QUINÉIM - Advérbio de comparação. Ex: É bunita qui dói, quinéim a mãe!!
* ARREDÁ - Verbo na forma imperativa (dânnu órdi!), paricido cum "sair", "deslocar". Ex: Reda pra lá, sô!!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O Caminho da Boa Esperança

A vida passa lentamente
Como um longa metragem dos anos cinqüenta.

Igual a um jogo de video-game
Igual as chuvas de verão.

A vida é uma viagem
A vida é diversão

A vida é dias de sol no litoral
Até que a vida não é tão mal assim.

Os sonhos nascem, na crença e na esperança,
Numa criança com dois meses de vida,
E num velho com oitenta anos de idade.

E vaidade, que deixamos lá fora
Perdeu-se no caminho do amor
E a esperança ela reencontrou.

A vida é uma viagem
A vida é diversão

A vida é dias de sol no litoral.
Até que a vida não é tão mal assim...

Quando tem alguém do seu lado
Pr’a partir esperanças

Esquecer vinganças
E saber doar o amor

Boa esperança!



Maurício Heloísio Jr.

O sonho é popular

a pampa é pop
o país é pobre
é pobre a pampa
(o PIB é pouco)
o povo pena mas não pára
(poesia é um porre)

o poder
o pudor
VÁRIAS VARIÁVEIS
o pão
o peão
GRANA, ENGRENAGENS
a pátria
à flor da pele
pede passagem...PQP

o sonho é popular
eu li isso em algum lugar
se não me engano é Ferreira Gullar
falando da arquitetura de um Oscar

o concreto paira no ar
mais aqui do que em Chandigarh
o sonho é popular

UMA PÁGINA ARRANCADA
UM SEGREDO MANTIDO
EM PASSAGENS SUBTERRÂNEAS
SOB A PRAÇA DA MATRIZ

UMA HISTÓRIA MAL CONTADA
UMA MENTIRA REPETIDA
ATÉ VIRAR VERDADE
(UMA PÁGINA VIRADA)

UMA PÁGINA SUBTERRÂNEA
UM SEGREDO ARRANCADO
EM PASSAGENS MAL CONTADAS
ATÉ VIRAR VERDADE

A VERDADE A VER NAVIOS
UMA MENTIRA REPETIDA
NUMA PÁGINA QUALQUER

UM GOLPE EM 61
UM GOLPE QUALQUER
NUM LUGAR COMUM.

Humberto Gessinger

Acordar, viver

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.


Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?


Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?


Ninguém responde, a vida é pétrea.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O Último Poema

Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Majestic - Capitulo II

Eram cinco e dezessete da manhã de segunda-feira, quando o telefone de Victor Marteli tocou.

- Detetive Victor: preciso de você na Rua França em Contagem imediatamente, após o cruzamento com a Rua Itália. Um assassinato, no mínimo estranho aconteceu ali.

A voz do delegado, José Albuquerque, parecia mais preocupada que a de costume e alerta demais para àquela hora da manhã.
Ainda meio sonolento, praguejando contra o horário, contra a segunda-feira e contra aquela chuva torrencial, Victor se apressou, vestindo sua calça jeans preta desbotada, sua bota, uma camisa Hering branca e sua jaqueta de couro. Tomou um copo de café com leite e entrou dentro do seu Niva vermelho, saindo o mais rápido que pode de sua residência, uma modesta casa, na diferente Rua Tapira(5), quase esquina com a Rua Taquari, no bairro Renascença em Belo Horizonte. Ainda teria que atravessar toda a capital mineira para chegar ao local do crime.

- Será uma segunda-feira longa... – desabafou Victor.

De posse de seu GPS não foi difícil encontrar o local do crime. Eram seis e vinte e oito da manhã quando Victor avistou três viaturas da polícia, um rabecão e meia dúzia de curiosos na cena do crime. Parou seu carro no lado oposto da calçada. Ainda chovia, porém bem menos agora. O corpo estava sob uma lona amarela, aguardando a sua chegada(6).

- Duas facadas certeiras, senhor. – comentou o legista – Uma no pescoço e outra no meio do peito.

- Quero ver os documentos, saber da vizinhança se alguém escutou algo e levantar toda a vida da vitima. Por gentileza, quero ver o corpo.

- Sim, senhor! Tião, Roberto! Mostrem ao detetive o finado. O Assassino deixou um recado nele, senhor.

Retiraram a lona que cobria o cadáver e foi revelada uma face congelada, espantada. Victor detestava essas horas, sempre pensava nas famílias. Menos mal. Dar a notícia não era sua praia.

- Que porra é essa na testa desse cara?! Quero as fotos! Agora.

- Deixe comigo, senhor. – Respondeu um policial, levando em sua moto uma câmera. – Em meia hora estará em sua mão.

Na companhia de Victor, estava o tenente Rodrigues, responsável pelo setor de inteligência da Polícia. Um homem gordo, moreno, cabelos crespos e raspados com máquina dois. Tinha um ar bonachão, que escondia toda sua aptidão de estrategista.

- Caro Victor. Levantei a ficha desse rapaz e fiquei surpreso. Era um rapaz que eu aceitaria como genro! – Brincou Rodrigues, apesar de não ter filhos. – Nenhuma passagem pela polícia, formado em Ciências Geológicas pela The Ohio State University(6), vinte nove anos. Vivia no Arizona e havia vindo ao Brasil visitar os pais. Sua volta estava marcada para vinte e sete de fevereiro.

- Puta Merda! Estamos falando de um cara que se formou no USA e veio ao Brasil para morrer? Quer é isso? Ele era viciado, alguma coisa assim?

- Não sabemos. Sua família está em choque, vamos colher essas informações hoje ainda, mas será ao decorrer do dia.

- E quanto à marca em sua testa. Sabe o que é aquilo?!

- Sei apenas que estava escrito TSEOM. Nunca vi nada parecido, talvez possa ser as iniciais do assassino.

- Talvez sim, talvez não...



Clique nos links abaixo e veja Google Earth os locais das cenas do livro:

Cena 5 - Livro Majestic - Cena 005
Cena 6 - Livro Majestic - Cena 006

domingo, 27 de janeiro de 2008

Majestic - Capitulo I

Noite de domingo; hora provável 11:30 p.m. Chovia muito em Contagem, cidade próxima à Belo Horizonte. Marcelo corria desesperadamente sob a chuva torrencial que caia(1). Em seu encalço... seu executor; não corria nem mais, nem menos que Marcelo; corria apenas para manter sempre a mesma distância. Isso aumentava o desespero da vitima e fazia com que sua missão se tornasse muito mais prazerosa. Como sempre afirmara: O doce perfume da tragédia, exala dos olhos de quem lhe implora pela vida. Um sorriso leve brotou em sua boca marcada pelas cicatrizes ganhas em algumas de suas missões.

A Avenida João César de Oliveira, quase inundada pela chuva torrencial, não permitia que muitos carros trafegassem por ali, e, muito menos pessoas. Sua esperança era chegar próximo ao cruzamento com a Avenida José Faria da Rocha, onde deveria haver um posto de gasolina aberto. Correu o máximo que pode e ao avistar o posto(2), engoliu seco. Luzes apagadas, apenas o letreiro do Habib’s aceso. Atravessou sem olhar o cruzamento e viu as luzes sob a porta de aço quase totalmente cerrada da Drogaria Araújo no quarteirão seguinte(3). Havia uma grade. Marcelo socou a porta aos berros:

- Pelo amor de Deus, alguém abra essa porta! Estou sendo perseguido!

Mais que depressa a porta foi fechada pelo segurança local que achou ser mais um assalto ou um bêbado. Marcelo olhou para trás e avistou a menos de dois postes, seu algoz, em sua capa preta de lona e botas militares. Isto o fez perder a noção. Desceu as escadarias da Rua França, que começavam ao lado da drogaria, como pôde; correndo sem olhar para trás, chegou ao cruzamento com a Rua Itália e continuou a descer em direção ao CSU. De repente, sentiu suas pernas se tocarem e ir de encontro ao chão. Marcelo sabia que era o fim(4). Não ouviu os passos se aproximarem, mas sentiu o toque em seu tornozelo direito. Virou-se por instinto, e, mais rápido que sua percepção, sentiu um golpe em seu pescoço. A lâmina que acertou sua traquéia, impedia-o de respirar. Sentiu mais um golpe na parte frontal do tórax. Não se debateu, sabia que seria pior. Marcelo apenas deitou, entendeu que o fim estava próximo. Ao menos a chuva era sua companheira na hora final. Ah! Como Marcelo gostava de chuva! Já nem sentia a dor e parecia receber com tranqüilidade os arranhões que estavam sendo feitos em sua testa com aquele objeto pontiagudo. A única coisa que vinha na cabeça de Marcelo, eram as lembranças de sua infância, seus amigos, seus pais. Um fio de lágrima se misturou à chuva que batia em seu rosto, enquanto balbuciou.

- Me perdoem. Não sofram.

A última visão de Marcelo foi um relâmpago que clareou todo o céu e fez com que a luz se apagasse exatamente ao mesmo instante em que findava a vida naquele corpo jovem.


Clique nos links abaixo e veja Google Earth os locais das cenas do livro:

Cena 1 - (Livro Majestic - Cena 001)
Cena 2 - (Livro Majestic - Cena 002)
Cena 3 - (Livro Majestic - Cena 003)
Cena 4 - (Livro Majestic - Cena 004)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Lançamento do livro Majestic no blog

Estou escrevendo um livro (Ficção/Policial) e resolvi colocá-lo aqui no blog. à medida em que for escrevendo os capítulos, os postarei aqui. Espero que gostem!

Tentarei fazer algo diferente: Cenas que ocorrem no livro, terão seus locais divulgados no Google Earth... acho que vai ajudá-los a montar os cenários, onde a trama ocorre.

Acho que será o único livro, com referências no Google Earth...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Vôo Com Daniel de Oliveira

No dia 11/01/2008, fiz um vôo de Goiânia para BH, com conexão no Rio. Daí, sentou-se ao meu lado, o ator Daniel de Oliveira. Falante e simples, puxou conversa e veio até BH me contando um pouco de sua história.

Muito bacana, além de gostar da Fiat (ele tem um Stilo), Daniel de Oliveira está feliz da vida com a chegada de seu filho Raúl, que deve acontecer ainda nesse mês de janeiro.

Aniversariantes do Dia

Parabéns ao meu irmão Rafael Barroso e minha prima Kátia Dias, por mais um verão!

Boas Vindas!

Olá pessoal,

Decidi fazer um blog. Tenho várias idéias em mente, caso seja possível estarei colocando-as aqui.
Me chamo, Maurício Heloísio dos Santos Jr., tenho 31 anos e pouco, sou de Belo Horizonte. Trabalho na Fiat Automóveis S/A, uma grande empresa, há 13 anos. Casado, pai de dois filhos gêmeos e um amante da aviação. Com mais de 500 horas de vôos em simuladores. Toco um pouco de violão além de outras coisas.

Tentarei aqui, postar meu e-book, realizar enquetes e muito mais.

Espero que gostem e divulguem meu Blog.

Fraternalmente,


Maurício Heloísio Jr.