Maria olhava pela janela do quarto,
Via a tarde que caia,
Gente que passava,
Gente que saia.
Maria eperava.
Olhava o céu nublado.
Carros por todos os lados.
Luzes, neon e trovões.
As horas passaram; voaram!
Era tarde e ainda chovia.
Mas seu coração já sorria.
Pois a chuva, um cheiro trazia.
Sim! Era Eduardo,
Em seu andar cansado.
Encharcado; tremia.
Feição dura, seca e fria.
Ah, Maria!
Abriu a porta com destreza.
Viu em Eduardo a tristeza
Mas, não se deixou desanimar.
Maria tinha tanta certeza
Que sua gravidez tão sonhada,
Traria alegria a Eduardo,
Seu amor assalariado.
Mal sabia Maria,
Que naquele bendito dia,
Eduardo, o seu amado,
Ficara desempregado.
Maurício Heloísio Jr.
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