DESTAQUES DO OCIOSO

terça-feira, 13 de maio de 2008

Equilibrio Distante

Maria olhava pela janela do quarto,
Via a tarde que caia,
Gente que passava,
Gente que saia.

Maria eperava.
Olhava o céu nublado.
Carros por todos os lados.
Luzes, neon e trovões.

As horas passaram; voaram!
Era tarde e ainda chovia.
Mas seu coração já sorria.
Pois a chuva, um cheiro trazia.

Sim! Era Eduardo,
Em seu andar cansado.
Encharcado; tremia.
Feição dura, seca e fria.

Ah, Maria!
Abriu a porta com destreza.
Viu em Eduardo a tristeza
Mas, não se deixou desanimar.

Maria tinha tanta certeza
Que sua gravidez tão sonhada,
Traria alegria a Eduardo,
Seu amor assalariado.

Mal sabia Maria,
Que naquele bendito dia,
Eduardo, o seu amado,
Ficara desempregado.



Maurício Heloísio Jr.

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