Helimodelismo: brincadeiras de adulto ganha cada vez mais adéptos
Bem vindo ao mundo encantado dos adultos
Quantos pais ao comprarem brinquedos para seus filhos estão realizando seu sonho de infância? Mas ainda bem que isso ficou para trás. Hoje, cada vez mais adultos buscam passatempos para fugir do estresse do dia-a-dia e transformam ‘brincadeiras’ em hobbies sofisticados.
É o caso do aeromodelismo. A brincadeira começa pela fabricação das próprias aeronaves antes das preciosidades alçarem vôos aldaciosos. Na mesma linha temos o helimodelismo, a mesma prática relacionada aos helicópteros.
A brincadeira tem um preço bem salgadinho, não estando disponível para todos os bolsos. Mas para quem se interessa pela prática, e se intitula um simpatizante, ou até mesmo queira se tornar um iniciante, existem no mercado aeronaves prontas e super simples de pilotar, um dos modelos existes é o Dragon Fly.
João Freire, vice Campeão Brasileiro de FAI-F3C e destaque de blumenau em vôo 3D Hot Dog, responde as perguntas sobre a prática:
Como voa?
O vôo dos helis é possível graças à sustentação gerada pelas asas rotativas– É!, os helis também tem asas! Assim, com passo positivo e a rotação gerada pelo motor, o rotor suga o ar de cima deslocando-o para baixo, aumentando a pressão de baixo e reduzindo a de cima, gerando sustentação.
Para que serve o rotor na cauda?
O rotor de cauda serve para compensar o efeito de torque que se faz sentir pela tração do rotor principal. Este rotor impede que a fuselagem do helimodelo gire em sentido contrário ao do rotor quando a tração se faz sentir, e ou que gire no mesmo sentido do rotor quando o torque é negativo (quando o passo é reduzido).
O que é o GIRO e para que serve?
O giro é nada mais que um sensor, que percebe as tendências da cauda de “escapar” e manda um sinal para o servo do leme impedindo que isso ocorra. Existem basicamente três gerações (tipos) de giros. Os mecânicos –que tem um motor elétrico rotativo com o sensor -, os giros piezo, que tem um sensor eletromagnético, que “sente o campo magnético da Terra para se orientar, e os giros piezo com a função “Heading Hold”. Esta revolucionária função faz com que o modelo permaneça com a proa fixa independentemente das condições de vôo, vento, etc… até que o piloto comande novamente o leme.
É perigoso pilotar helimodelos?
A segurança está diretamente ligada à maneira RESPONSÁVEL ou não com que se realizam a manutenção da máquina, bem como se procede à pilotagem. Em geral, helimodelos NÃO SÃO MAIS NEM MENOS PERIGOSOS que aeromodelos. O principal fator que confirma essa tese é o fato de que os helimodelos tem, via de regra, muito mais manutenção, além de equipamentos muito mais modernos.
E se morrer o motor, cai?
Assim como nos aeromodelos, é perfeitamente possível um pouso seguro e controlado com helimodelos, através de uma auto-rotação, que nada mais é que aproveitar a altura e velocidade do modelo para manter as pás virando. Assim, quando chega perto do chão, inverte-se o passo das pás de negativo para positivo e pousa-se o modelo. Daí abstrai-se que sem rotação das pás do rotor principal, não há comando algum do helimodelo, assim como num aeromodelo estolado. Esta é uma manobra elementar que faz parte da Gama de FAI –F3C, em que o piloto deve desligar o motor de seu helimodelo em pleno vôo e realizar uma auto rotação com a máxima precisão e pousar no meio da mosca.
É mais difícil pilotar helimodelos do que aeromodelos?
Não! É simplesmente diferente. Assim como carro e moto. Qual é mais difícil? Cada um tem seus pontos fortes e fracos. Aeromodelos são mais estáveis e simples, só que demandam uma grande área livre para pousos e decolagens. Por outro lado, os helis podem dar-lhe momentos de lazer em seu quintal, e ainda oferecem muito mais desafios ao piloto, pois as manobras que podem executar são ilimitadas, exigindo dos mais ousados uma grande dose de perícia e ousadia.
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