DESTAQUES DO OCIOSO

terça-feira, 1 de abril de 2008

Do Outro Lado do Lago

Sete horas da manhã.
Mais uma manhã?!
Ah! Manhã...
Amanhã!

Que diferença faz?
Não há paz.
Eu não existo.
Ninguém me vê...

Não quero enfrentar meu inferno.
Sou forte, penso; levanto.
Vou ao encontro da morte,
Será azar ou boa sorte?

O que quero de mim?
E o que querem de mim?
O que faço por você?
E o que fazem por mim?

Minha esperança fugiu
E levou minha vida.
Agora irradio tristeza,
Sangue, suor e dor.

Ainda tenho fé.
Como consigo isso?
Imagino um dia estar
Do outro lado do lago.


Maurício Heloísio Jr.

Um comentário:

Anônimo disse...

Caro amigo,

Esse deve ser o poema de todo trabalhador brasileiro!

Muito Bom.

Pedro C. Mariano