Sete horas da manhã.
Mais uma manhã?!
Ah! Manhã...
Amanhã!
Que diferença faz?
Não há paz.
Eu não existo.
Ninguém me vê...
Não quero enfrentar meu inferno.
Sou forte, penso; levanto.
Vou ao encontro da morte,
Será azar ou boa sorte?
O que quero de mim?
E o que querem de mim?
O que faço por você?
E o que fazem por mim?
Minha esperança fugiu
E levou minha vida.
Agora irradio tristeza,
Sangue, suor e dor.
Ainda tenho fé.
Como consigo isso?
Imagino um dia estar
Do outro lado do lago.
Maurício Heloísio Jr.
Um comentário:
Caro amigo,
Esse deve ser o poema de todo trabalhador brasileiro!
Muito Bom.
Pedro C. Mariano
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