Fico me perguntando se em nenhum momento a humanidade parou para avaliar que os passos dados deixariam conseqüências graves, que traçaria no futuro o perfil de uma selva, só que entre corporações/empresas. E a presa mais cobiçada passa evidenciando seus atrativos (um alto salário, benefícios, previdência privada, PLR), deslumbrante aos olhos dos candidatos que sedentos vêem aquela vaga de emprego (a presa) como a oportunidade da vida.
Quando esta caça termina e a presa esta vencida, o mais natural é imaginar que os problemas terminaram. Mas não é assim que funciona. Uma nova etapa se inicia em um ambiente tão agressivo e tenso quando de inicio, e nesta altura, seus valores e interesses já mudaram, mas a presa (a vaga) continua tão soberba quanto antes, como se fosse possível ela existir sem a capacidade intelectual, a dedicação física e a entrega espiritual do homem. Então mais uma vez, trava-se uma batalha ferrenha onde o principal alvo e o seu ego.
Bem, se nesta fase veio a vitoria, respire fundo, e embarque neste carrossel. Agora, se não for esse o resultado, virá o luto, e todas as sensações que caracterizam o fracasso. A baixa auto-estima causará dores físicas, e por um instante as vitorias acumuladas ao longo da vida, serão completamente esquecidas. Mas existe possibilidade de cura, se puder acreditar que a vida profissional é um combate, e outros poderão ser travados. Então passara do luto à luta.
Por Aline Maia.
















